O vice-prefeito Luiz Fernando Pinto Dias (PT) - escalado para comentar a iniciativa da ABCON - caracterizou a medida como ''lobby''. ''Vejo como um lobby de empresas privadas que querem entrar em um sistema desse para gerenciar um patrimônio. Em tudo que a empresa privada coloca recursos, ela visa lucro. Entendemos que a água não deve ser objeto de lucro. É importantíssimo termos o interesse público na questão'', argumentou.
Dias reiterou o posicionamento da administração defendendo a renovação do contrato com a Sanepar. ''A lei 8.666, que prevê as modalidades para contrato, fala inclusive da dispensa quando envolvem dois entes públicos. Está previsto na lei'', afirmou.
Conforme o vice-prefeito, a administração pretende concluir o processo até março, quando vence o contrato emergencial em vigor. ''Se não conseguirmos cumprir todos os procedimentos legais até lá, faremos outro contrato emergencial.''
Ele ainda afirmou que a assessoria jurídica da prefeitura estuda a nova lei sobre concessões de serviços de saneamento, publicada em janeiro, que permite a contratação direta de empresas públicas, o chamado contrato de programa. ''Estamos começando a estudar. Ainda não tenho esse parâmetro porque a lei é posterior à lei autorizatória da Câmara mas tudo isso está sendo estudado''. A administração ainda promoverá em março, uma audiência pública para debater o assunto. (C.O.)

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