Administração elabora plano de redução de custos
Curitiba - O secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Ênio Verri, disse que não acredita que o corte no orçamento terá impacto negativo e destacou que determinadas despesas, embora não sejam consideradas investimento, também teriam influência na economia: Fazemos obras de manutenção em universidades que não deixam de ser investimento.
No orçamento de 2009, foram reservados R$ 1,733 bilhão para investimentos. Do total, quase R$ 395 milhões foram empenhados no primeiro semestre. Restaria mais de R$ 1 bilhão, praticamente o mesmo volume de corte que o governo do Estado anunciou.
Mas, para que ao menos as obras já em andamento não parem, o Estado alega que também cortará despesas de custeio. Amanhã, cada área da administração deverá apresentar um plano de redução de despesas. Cada Pasta também deverá apontar as obras que poderão ser deixadas para o próximo ano. Os prazos de entrega das obras em andamento devem ser aumentados.
Para o diretor-geral da Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral, José Augusto Zaniratti, o Estado está preparado para enfrentar a redução. Outros Estados trabalham com contingenciamento, mas não é o caso do Paraná, que libera recursos de forma programada. Uma obra que custa R$ 10 milhões, sendo que R$ 6 milhões nós já liberamos. O que vai acontecer é que não vamos liberar o restante total (R$ 4 milhões), vamos liberar só R$ 2 milhões.
Aumentar o prazo de entrega da obra não pode trazer um custo maior para o Estado? Zaniratti sustenta que não: Ao invés de concluir a obra em quatro meses, o empreiteiro conclui em oito meses. Daí o empreiteiro reduz, por exemplo, o número de pessoas trabalhando. O valor total da obra permanece igual. Mas o tempo maior não abriria espaço aditivos contratuais? Cada caso é um caso. Vamos analisar quais obras podem ser estendidas. (C.S.)





