Curitiba - No jargão do mercado financeiro, a administração da Sanepar virou uma ''batata quente''. No entendimento do analista de mercado Mohamed Talah Júnior, da Corretora Century Administração de Negócios, os contratos e licitações firmados pelo atual conselho de administração e pela diretoria da empresa passam a ser questionáveis na Justiça, se a Dominó Holdings decidir que a decisão do STJ deve ser cumprida na sua integralidade.
Segundo ele, se os contratos firmados até agora forem questionados pela Dominó Holdings estará armada uma verdadeira guerra jurídica, com a possibilidade de haver uma enxurrada de ações judiciais contra o controlador da Sanepar e o prejuízo poderá assumir proporções incontroláveis, pelo peso da companhia de sanemento no Estado.
O analista acredita que antes da situação se agravar haverá um entendimento e a liminar será utilizada como moeda de troca. Por isso a Dominó Holdings está propondo a trégua e promete não mudar a administração da empresa. Ele lembrou que o pedido de liminar da Dominó Holdings junto ao STJ não se restringiu a suspender o aumento de capital da empresa porque a medida é legal. ''O ilegal foi o decreto do governador rompendo o contrato firmado com a iniciativa privada e por isso a Dominó foi no cerne da questão'', explicou. (V.C.)

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