A Fazenda Refúgio, localizada na Zona Sul de Londrina, será transformada em parque ambiental. O espaço será interligado com os parques Arthur Thomas e Daisaku Ikeda por meio de corredores ecológicos. A medida faz parte de um minipacote ambiental anunciado ontem em entrevista coletiva pelo prefeito Barbosa Neto (PDT). Para viabilizar a construção, o terreno, que hoje pertence à Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) será repassado ao município. A área também deverá abrigar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A interligação entre os parques será garantida pela preservação e recomposição de matas ciliares.
O espaço de 160 alqueires receberá o plantio de 400 mil mudas de árvores nativas. A medida deverá aumentar a arrecadação de ICMS ecológico pelos cofres municipais. ''Na criação do parque vamos investir aos poucos na infraestrutura e temos parceria com empresas que vão doar mudas e ONGs vão fazer o trabalho de plantio. Os funcionários também podem atuar sem custo nenhum para o município'', explica Barbosa. O parque deverá ganhar sede e mirante, mas não foi definido prazo para preparar o local para abrir para visitação. O prefeito disse que não há dinheiro disponível para a construção do CCZ, mas que a área já está definida.
O minipacote ambiental foi anunciado pelo secretário Municipal do Meio Ambiente, Carlos Levy. Ele explicou que o objetivo é atuar sobre três problemas: podas de árvores e controle de pombos. Uma iniciativa é o lançamento de um plano emergencial de arborização. A estimativa do órgão é que a demanda reprimida seja de 2,8 mil árvores com autorização para erradicação e 600 em situação de risco.
A aceleração do serviço será feita por meio do controle da atividade de lenheiros autônomos e do controle social dos pedidos de corte. O endereço, espécie e razão da solicitação serão disponibilizados na internet para que a sociedade civil possa acompanhar e até entrar com pedido de impugnação do corte com recurso junto ao Conselho Municipal do Meio Ambiente.
Ainda ontem, o Poder Executivo anunciou o envio para a Câmara de um projeto de lei que prevê adequações no projeto Minha Casa Minha Vida em Londrina. O objetivo é autorizar, por meio de mudanças no Código de Obras, construções com pé direito mais baixo e isenção de tributos municipais.
O presidente da Cohab-Ld, João Verçosa, explicou que a medida visa viabilizar o maior número possível de unidades para a cidade. Ele informou que o projeto tem mais de 7 mil inscritos desde 1º de abril. A previsão inicial é que, das 44 mil unidades previstas para o Paraná, 6 mil fiquem com Londrina. A fila de espera da companhia hoje tem cerca de 20 mil inscritos e está fazendo a atualização do cadastro. ''A redução do pé direito para 2,40 metros é usual em casa popular. É que nosso Código de Obras não permite isso. Por isso, pretendemos mudá-lo para permitir a redução. Isso não vai diminuir em nada a qualidade da construção'', garantiu.

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