Adifea foi contratada sem licitação pública
Curitiba - A Adifea foi contratada pela Copel para prestar consultoria para a transação sem licitação pública. Apesar de ser proibido pelo estatuto da Copel, a Adifea terceirizou o serviço para a empresa Embracon, de Curitiba, que recebeu da Copel cerca de R$ 16,8 milhões pela consultoria. A Copel teria pago este valor no dia 12 de setembro de 2002, um dia antes do pedido de parecer feito ao TC, e anterior ao parecer assinado pela auditora Desirée Fregonese, que é datado de 16 de setembro. No parecer, Desirée dá o aval para que a negociação seja realizada.
A transação ganhou força depois que o decreto 6.244 de 2002 foi assinado pelo então secretário de governo, José Cid Campêlo Filho. O decreto foi o instrumento legal autorizatório de compensação de créditos tributários, na forma proposta pela Adifea. Também chama a atenção o relatório solicitado pela Copel para a Adifea que havia sido feito anteriormente por funcionários da própria Copel. As conclusões dos dois relatórios apontam para as mesmas soluções administrativas. No mesmo dia em que recebeu o pagamento da Copel, a Adifea transferiu o dinheiro para Embracon que repassou para a empresa Mix Trade, pertencente a Rogério Figueiredo Vieira, do Rio de Janeiro. O dinheiro teria sido convertido em moeda dólar pelo doleiro Alberto Youssef, que teria feito a distribuição dos recursos para políticos do Paraná. (A.L. e L.P.)





