Também na sessão extraordinária de ontem, os parlamentares derrubaram o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra as alterações no novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do funcionalismo público municipal.
A CCJ entendia que a proposta do Executivo beneficiava setores localizados dos servidores, em detrimento de outros. Um deles é o dos assistentes sociais, que com as alterações sugeridas terão um Adicional de Responsabiklidade Técnica (ART) que correponde a 70% do salário. A crítica também foi levantada por Marcelo Urbaneja, presidente do sindicato que representa o funcionalismo municipal, o Sindserv. ''Esse PCCS proposto cria distorções com as quais não podemos concordar. E votar isso de afogadilho não é certo. Isso tem que ser discutido com calma com a categoria e com todos os vereadores'', pediu.
Nas galerias do Legislativo, situações opostas: de um lado, assistentes sociais comemoravam a derrubada do parecer contrário e evacuavam as escadarias durante o discurso de Urbaneja. De outro, professores, psicólogos, sociólogos e terapeutas ocupacionais ouviam o colega no Plenário e reclamavam do ART dos assistentes. ''A gente quer um PCCS que contemple todos de forma justa'', afirmou Wilza Carla Casarin, 37, professora da Educação Infantil. ''Querem que a gente estude, sendo que nem os cursos de capacitação nos pagam mais. Isso é certo?'', questionou, revoltada, a professora Rejane de Oliveira, do Ensino Fundamental.
A matéria do Executivo agora segue para tramitação nas comissões permanentes. (J.G.)

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