Adiado interrogatório de acusados de desvio
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sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Lino Ramos <br> De Londrina 
A juíza substituta da 4 Vara Criminal de Londrina, Carla Pedalino, adiou os interrogatórios do processo que apura o uso de verba pública no pagamento de marmitex para cabos eleitorais do deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSL) e os deputados federais José Janene (PPB) e Alex Canziani (PSDB). Ontem seriam ouvidos ex-funcionários da extinta Comurb (atual Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização - CMTU), o ex-secretário de Governo da Prefeitura Gino Azzolini Neto. Também seria interrogado Humberto Maccagnan, que teria recebido R$ 67 mil da Comurb pelo fornecimento de marmitex.
Carla adiou os depoimentos para conhecer a ação criminal. Ela assumiu ontem a função no lugar de Fabiana Karam, que era juíza substituta e foi promovida a titular. Sem saber do adiamento, Azzolini Neto compareceu ao Fórum com seu advogado Omar Baddauy. O advogado de Humberto, João dos Santos Gomes Filho, também compareceu e apresentou um atestado médico, requisitando o adiamento.
Gomes também defende a mulher de Humberto, Rosa Maccagnan, que é chefe do cartório da 41 Zona Eleitoral. Segundo o advogado, o casal nada tem a ver o desvio de recursos públicos. ''A denúncia lançada contra a dona Rosa e seu marido não valeu a tinta que consumiu a sua impressão'', ironizou. Baddauy também negou que Azzolini Neto tenha envolvimento com o desvio. ''Essa denúncia é abasolutamente vazia.''
O promotor Cláudio Esteves, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), disse que as opiniões dos advogados não interessam ao Ministério Público. ''Existem provas, tanto é que a Justiça acatou as denúncias e está processsando os réus'', resumiu.


