Curitiba – A votação do projeto de lei 631/2015, que altera as regras para as eleições dos diretores e vice-diretores das 2,1 mil escolas estaduais do Paraná, deve ficar para o meio de setembro. O líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), aceitou ontem um pedido dos deputados Professor Lemos (PT) e Hussein Bakri (PSC) para que a análise em plenário ocorra apenas após a realização de uma audiência pública sobre o tema, marcada para o dia 14 do próximo mês, às 17 horas, no Plenarinho. Até lá, porém, a matéria deve tramitar normalmente pelas comissões da Casa.
A iniciativa universaliza e iguala os votos de estudantes, pais, professores e funcionários. Também estabelece mandatos de dois anos, com a possibilidade de reeleição por mais dois, ao invés dos atuais três. A segunda candidatura, porém, estará condicionada a uma avaliação sobre o cumprimento de metas estabelecidas pela Secretaria da Educação (Seed). "É um escândalo, um retrocesso. Os diretores, nos últimos dois anos, serão biônicos, nomeados pelo governador", criticou o líder da bancada do PMDB, Nereu Moura.
Na avaliação de Romanelli, contudo, a proposta "radicaliza" a democracia nas instituições de ensino. "Não há subjetividade. Será tudo baseado em resoluções e avaliações. E, claro, tem o critério da ficha limpa, fundamental", argumentou. O peemedebista rebateu ainda as afirmações da APP-Sindicato, de que a nova lei inibiria a participação dos docentes em greves. "Com certeza não. O que pode melhorar é a relação do diretor como mediador do sistema de gestão democrática, com toda a comunidade." Apesar do adiamento, Romanelli reiterou que se comprometeu a votar a mensagem até o fim de setembro, uma vez que os atuais mandatos vencem no fim de novembro.

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