Adiada votação do impeachment de Casssol
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terça-feira, 31 de maio de 2005
Agência Estado 
Porto Velho (RO) - Falta de quórum na sessão da Assembléia Legislativa de Rondônia na tarde de ontem impediu que o relatório do processo de impeachment do governador Ivo Cassol (PSDB) fosse votado em plenário. Cassol é acusado de não repassar ao Legislativo, ao Judiciário e ao Ministério Público Estadual os percentuais definidos na lei orçamentária e principalmente por fazer remanejamentos sem autorização da Assembléia. Na sessão havia 15 deputados, um a menos que o mínimo legal exigido.
A Constituição Estadual exige que dois terços dos deputados estejam presentes para tratar do impeachment. Sete dos 24 parlamentares foram afastados no último dia 18, depois de aparecerem em uma fita exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, pedindo propina para apoiar o governo. Restaram 17 deputados, dos quais dois não estavam ontem na Assembléia. Maurão de Carvalho (PP) está em tratamento de saúde e Edezio Martelli (PT) está em Brasília a serviço da comissão processante que investiga os parlamentares que pediram propina a Cassol.
Apesar de não ser votado, o pedido de impeachment acabou sendo um dos únicos temas discutidos na sessão, juntamente com as denúncias de pedido de propina. O deputado Leudo Buriti (PTB), que foi citado no Fantástico como um dos 12 que apoiariam Cassol em troca de R$ 50 mil por mês, disse estar claro que o governador só entregou as fitas para a TV Globo para retardar o processo de cassação. O parlamentar é o relator da matéria.
A Assembléia recebeu ontem nove fitas exibidas em três reportagens pelo Fantástico. Elas foram levadas a Brasília pelo deputado Edezio Martelli para serem periciadas pela Polícia Federal.


