Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) mandou retirar da pauta da Assembléia Legislativa o projeto de lei que institui a região metropolitana de Cascavel. A proposta tem sido motivo de discussão entre os parlamentares desde o início da convocação extraordinária, no último dia 15. É que a mensagem do governo abriu espaço para a reivindicação de outras regiões metropolitanas. Ontem à tarde, a primeira votação da mensagem estava prevista na ordem do dia e os parlamentares chegaram a discuti-la novamente. O debate foi interrompido pelo presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), que teria sido informado por telefone sobre um ofício do Executivo no qual era solicitada a retirada da proposta.
''Distorceram muito o projeto. Criação de regiões metropolitanas tem que partir do Executivo, que vai assumir as despesas. O risco aqui era a criação de diversas regiões metropolitanas sem estudo nenhum'', explicou Brandão, em referência às modificações feitas na proposta do governo.
Antes do anúncio do governo, o deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder da oposição, questionava a proposta. ''Ela é equivocada. O governo mesmo vai vetar'', ironizava. O tucano criticou ainda o fato da proposta ter sido colocada na pauta durante uma convocação extraordinária. ''O governo teve quatro anos para fazer isso. Nós estamos fazendo um papel ridículo'', atacou ele.
A oposição também questionou a criação do cargo de diretor-presidente da coordenadoria da região metropolitana de Cascavel, aprovada na segunda-feira pelo Legislativo a pedido do governo. O peemedebista Strapasson disse que o cargo criado (cuja simbologia é AE-1, ou seja, salário de R$ 11.915,44) ficará agora à disposição do governo. Junto com o cargo para Cascavel também foram criados cargos de diretor-presidente para as coordenadorias das regiões metropolitanas de Londrina e Maringá. Tais regiões já foram instituídas.

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