Curitiba - Uma liminar concedida pela Justiça impediu que fosse realizada ontem a sessão da Câmara Municipal de Guaratuba (Litoral) que poderia custar o mandato ao prefeito Miguel Jamur (PTdoB). Ele seria julgado por supostas infrações político-administrativas no Instituto de Previdência do município. No total, são 87 denúncias de desvios no Fundo Previdenciário Municipal.
O prefeito conseguiu a liminar alegando que dois dos nove vereadores da cidade não poderiam votar porque teriam participado do conselho do fundo de previdência.
De acordo com o vereador Paulo Araújo (PT), relator do processo, a sessão foi adiada por causa da decisão judicial e ainda não tem nova data para ser realizada. ''Vamos recorrer e acredito que devemos derrubar a liminar em alguns dias'', disse o relator. Araújo considera que os dois vereadores podem votar porque a função de conselheiro do fundo é fiscalizar.
O prefeito tem dito que não sabia dos desvios. Seus aliados classificam a iniciativa da Câmara contra ele como briga política.
A Comissão Processante aponta que teria havido a transferência de aproximadamente R$ 4 milhões das contas do Fundo de Previdência para as contas da prefeitura sem autorização prévia da Câmara.
Segundo as apurações da Câmara de Guaratuba, os recursos destinados por lei para o pagamento de aposentadorias e pensões teriam sido usados para pagamentos de diversos compromissos financeiros do município, como despesas dos camarotes do carnaval, contratação de um trio elétrico, despesas em um restaurante, entre outras.

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