Adiada definição de cargo na AL
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quarta-feira, 10 de março de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A bancada do PT decidiu ontem, em consenso, indicar o nome do deputado e presidente estadual do partido, André Vargas, para ocupar a 1 vice-presidência da Assembléia Legislativa. Além de Vargas, o 2º vice-presidente, Augustinho Zucchi (PDT), e Ratinho Júnior (PPS), estão de olho na vaga deixada por Natálio Stica (PT).
Stica deve renunciar na segunda-feira. Ele renunciaria ontem para assumir a liderança do governo no lugar de Angelo Vanhoni (PT), que vai se dedicar à campanha para prefeito de Curitiba. Mas Stica preferiu adiar a renúncia para que os interessados na sua vaga tenham tempo de costurar um acordo até o início da próxima semana. Caso contrário, a escolha do sucessor será na eleição, com voto secreto.
O Regimento Interno da Casa prevê um prazo de cinco dias após a renúncia para que seja eleito o sucessor de cargo na mesa executiva.
O PT entende que a vaga pertence ao partido, porque a eleição da atual mesa executiva, formada por nove membros, foi feita graças a um acordo que deu a 1 vice ao PT. Zucchi considera que é o sucessor natural de Stica por ser o 2º vice, e está disposto a partir para uma eleição. Já Ratinho Júnior tem interesse no cargo e está disposto a lutar para chegar à mesa executiva da Casa.
Zucchi e Ratinho pretendem conversar na segunda-feira, em busca de um acerto. O objetivo é evitar que os votos sejam divididos entre os dois, o que enfraquece ambos. Uma composição provável, cogitada nos bastidores da Assembléia, é que Ratinho Júnior assuma a 2 vice caso Zucchi fique com a 1 vice-presidência.
Vargas disse que o PT prefere um acordo à disputa, mas insiste em manter a vaga. A deputada Luciana Rafagnin, que também estava cotada para concorrer ao cargo, abriu mão em favor de Vargas. O PT não pretende aceitar vetos de outras bancadas ao nome de Vargas. Mas o nome dele não tem o apoio de toda a base aliada, que se divide entre os demais candidatos.


