Aderências em Bolsonaro exigiram 'obra de arte' em cirurgia, diz porta-voz
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
André Ítalo Rocha Agência Estado 
São Paulo - A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro, que ocorreu na segunda-feira (28) em São Paulo e durou sete horas, exigiu uma "verdadeira obra de arte" por parte da equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, disse o porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rêgo Barros, em coletiva de imprensa no próprio hospital.
Segundo Rêgo Barros, a "obra de arte" se deveu à "grande quantidade de aderências" acumuladas na região abdominal do presidente, em razão das duas outras cirurgias às quais ele foi submetido desde a facada, ocorrida em setembro do ano passado, durante a campanha. Ainda de acordo com Barros, foi retirado um pedaço do intestino grosso. "Foi necessário sacar um pedaço que não estava adequado, para provisionar o presidente de uma circulação normal".
Após um jornalista perguntar ao porta-voz sobre a utilização da expressão "obra de arte", Rêgo Barros disse que se manifestou dessa forma para se referir ao "trabalho espetacular, ao estado da arte que é o Albert Einstein, o estado da arte que é a equipe de médicos, e a forma como o presidente foi tão bem recebido, afetivamente e emocionalmente".
O procedimento teve como objetivo a retirada da bolsa de colostomia que Bolsonaro vinha utilizando desde que havia sido atacado com uma facada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em setembro do ano passado.
Segundo informou inicialmente o Palácio do Planalto, a cirurgia durou 9 horas. Depois, o hospital disse que foram 7 horas. Após a divergência de informação, o porta-voz da Presidência leu em voz o boletim do hospital e confirmou que foram 7 horas de procedimento. De acordo com ele, a cirurgia teve início às 8h30 e terminou às 15h30.
O porta-voz confirmou que Bolsonaro ficará em repouso por 48 horas e na quarta-feira voltará às atividades de presidente, em gabinete montado no hospital. A previsão de alta permanece de 10 dias. No entanto, disse Rêgo Barros, a depender da evolução do quadro do presidente, esse período pode ser menor.
O general disse também que todos estão otimistas com a recuperação do presidente e afirmou que a equipe médico não lhe informou nenhuma limitação física de Bolsonaro como decorrência da cirurgia.


