''O negócio é que o Bradock está querendo indicar maus policiais para cargos. Ele já me convidou três vezes para conversar, inclusive para um jantar na casa do deputado Angelo Vanhoni (do PT e líder do governo). Não fui porque sou apolítico e porque o governador Requião não aceita ingerência em suas decisões'', rebateu Adauto. Bradock afirmou que o objetivo era saber do delegado-geral a verdade sobre as notas fiscais. Para o delegado-geral, a acusação não tem nenhum fundamento. ''A minha função era autorizar as viagens dos policiais. Mas eu não posso me responsabilizar pelas notas fiscais trazidas por eles'', afirmou.
Segundo Adauto, sua atuação rendeu-lhe vários inimigos e a decisão de Requião de afastar policiais corruptos tem aumentado a indisposição contra ele. ''O policial (não deu o nome) que fez a denúncia na PIC contra mim responde a processo por ter sumido com um carro do Detran. E é companheiro do delegado Newton Rocha (inimigo de Adauto), afastado por nós por ter falsificado um documento que lhe concedia férias. Já são figurinhas carimbadas'', disse Adauto. Newton Rocha foi procurado para falar sobre o assunto, mas seu celular encontrava-se desligado.

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