O delegado-chefe da Divisão de Narcóticos (Dinarc), Adauto de Oliveira, desmentiu a prisão de dois policiais militares por envolvimento no atentado contra a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em Curitiba. A informação sobre as supostas prisões foi divulgada ontem à tarde pelo deputado estadual Luiz Carlos Alborghetti (PTB), durante seu programa policial transmitido pela emissora CNT.
Alborghetti afirmou que dois soldados já estavam presos e um tenente e um sargento, também envolvidos, tinham fugido. Segundo ele, os autores do incêndio criminoso na PIC, ocorrido na madrugada de 29 de dezembro, teriam recebido R$ 2 milhões para queimar provas contra o crime organizado. Adauto ficou irritado com o deputado, mas não quis comentar as declarações.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública comunicou que as informações não passavam de ‘‘boatos sem fundamentos’’. A mesma posição foi adotada pelas assessorias das polícias Civil e Militar, que alegaram desconhecer qualquer prisão relacionada ao atentado. Alborghetti não foi localizado para falar sobre o assunto.
O diretor do Instituto de Criminalística, José Lourenço, disse que o laudo técnico sobre o incêndio ficará pronto no começo da próxima semana. Peritos tentam identificar impressões digitais em galões de gasolina e luvas cirúrgicas deixadas pelos autores do atentado. O resultado do laudo deve ser uma das provas para embasar o pedido de prisão dos suspeitos.

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