Os quatro vereadores acusados, junto com Henrique Barros, de compor a quadrilha que cobrava propina de empresários para aprovação de leis, também sustentam seus votos favoráveis aos três projetos objetos de denúncias.
Orlando Bonilha (PR) disse que ''é prerrogativa de cada vereador votar como achar mais correto'' e que as matérias aprovadas ''eram legais e constitucionais''. ''Por isso mesmo sou contra essa história de revogação. Não estamos aqui para brincar de fazer lei, ora aprova, ora desaprova'', afirmou.
O vereador Flávio Vedoato (PSC) disse que não viu irregularidades nos projetos de doação de terreno e mudança de zoneamento. Com relação ao substitutivo que beneficiou o Mercado Guanabara, disse que votou a favor ''quase sem perceber''. ''Houve muitas mudanças na hora (no projeto que alterava o Código de Posturas) e era uma sessão desgastante. A princípio fui contra, pois sou supermercadista e não defendo a abertura nem dos supermercados por 24 horas'', afirmou.
Vedoato disse ainda que estranha o fato de alguns representantes da sociedade civil cobrarem explicações da Câmara sobre a aprovação dos projetos, uma vez que várias associações de classe têm representação na Comissão de Desenvolvimento do Idel. ''Na hora de fazer a doação (de terreno) todo mundo é favorável, depois jogam a bucha na Câmara.''
Osvaldo Bergamin (PMDB) também disse ter votado o substitutivo relativo ao Mercado Guanabara sem querer. ''Represento os moradores daquele bairro e sempre fui contra. Mas passou batido naquela correria (da sessão), tanto que liguei para o presidente da Câmara no dia seguinte para saber se era possível revogar'', alegou.
Renato Araújo (PP), que apresentou emenda a um dos polêmicos projetos, disse que votou a favor em todos porque julgou correto, mas que no novo ano legislativo irá repensar sua postura. ''Vou me restringir a votar qualquer tipo de projeto nesse sentido (de doação ou mudanças de zoneamento), seja do Executivo ou do Legislativo. Também não vou mais fazer substitutivo no projeto de ninguém, nem permitir que apresentem emendas nos meus. Não quero ser envolvido em coisas das quais não participei'', atestou. (V.N.)

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