Acusados negam propriedade
Curitiba - Em sua defesa os deputados paranaenses alegam que a lei diz que o parlamentar não pode atuar como diretor ou gerente em veículos de comunicação, mas que não há problemas em ser proprietário. Isso é o que diz de fato o Código Brasileiro de Telecomunicações e não a Constituição Federal. A maioria diz também sempre ser sócio minoritário das empresas. ''Eu tenho apenas 10% de uma rádio em Mamborê. Não tenho programação, não faço nenhuma participação. E pelo que eu entendo da lei eu posso não ser gerente'', afirmou o deputado Oliveira Filho. O deputado do PL disse que ainda precisa tomar conhecimento da denúncia feita ao MP para depois se pronunciar sobre o assunto.
O deputado Ricardo Barros, que além de possuir uma rádio faz parte da CCTCI, também argumentou que não sabia que não podia ser dono de veículo de comunicação. Ele também afirmou que é sócio minoritário na sua rádio. ''Minha interpretação é de que parlamentar não pode ser sócio-gerente. Nunca fui da administração'', justificou. O deputado negou que pelo fato de ser integrante da CCTCI tenha votado de forma parcial alguma vez. ''Viabilizei várias coisas como membro da Comissão, como rádios comuitárias para Maringá'', defendeu-se. ''E as renovações de concessões são quase automáticas. Ninguém vota contra.''
Barros admitiu em vender sua parta da rádio de Maringá caso ''se mude a interpretação da lei''. Vender sua parte foi o que deputado Dilceu Sperafico diz que fez. ''Faz tempo que não está mais no meu nome. Hoje não sou proprietário. Mas tem familiares meus que são. Mas eu não sabia que não podia'', explicou. O deputado Moacir Michelleto preferiu não se pronunciar sobre o assunto. O deputado Odílio Balbinote e o ex-deputado José Borba não foram localizados pela reportagem. (A.B.)





