Acusados de fraudes praticadas em Londrina negaram ontem responsabilidade no caso. O advogado de Wilson Mandelli, Ronaldo Neves, disse que já esperava por novos pedidos de prisão. Ele antecipou que, na defesa, irá alegar que Mandelli ignorava qualquer irregularidade na gestão Belinati. O ex-prefeito não foi localizado.
Neves também lembrou que irá recorrer acusando o juiz Arquelau Ribas de ser ‘‘conivente’’ com o MP. ‘‘Está claro que este juiz arquitetou com os promotores para que as prisões fossem decretadas logo.’’
O advogado de Gino Azzolini Neto, Omar Baddauy, alegou desconhecer o teor da nova ação criminal e que também não sabe onde está seu cliente. ‘‘No fim de semana, ele esteve em Londrina e conversei com ele. Hoje eu não sei onde ele está.’’ Baddauy disse que prefere tomar conhecimento do processo para se pronunciar.
Eduardo Duarte Ferreira assegurou que nunca participou de nenhuma atividade irregular na gestão passada. ‘‘Tudo vinha da Comurb; eu não participava’’, disse Ferreira, que ontem estava em Curitiba e foi ouvido por telefone. O advogado de Kakunen Kyosen, Ronaldo Gomes Neves, também negou envolvimento de seu cliente nas irregularidades.
O advogado de Arion Cruz Santos, Mauro Antônio Pinheiro Júnior, garantiu que seu cliente está em Curitiba e que não estava foragido. O diretor financeiro da Esteio, Carlos Lucidório Trindade, confirmou participação nas licitações, mas observou. ‘‘Assinei os documentos mas não sabia que eram fraudulentos.’’ Já o diretor de engenharia da empresa, Carlos da Rocha, também confirmou ter assinado as cartas-convites, mas garantiu que a sua empresa não venceu nenhuma licitação na Comurb.

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