Curitiba - Os acusados de envolvimento no caso Copel-Olvepar devem ser notificados nos próximos dias a apresentarem a defesa prévia à juíza da 3 Vara de Fazenda de Curitiba, Elizabeth Nogueira Calmon de Passos. O despacho determinando a notificação foi dado junto com a liminar de indisponibilidade dos bens dos acusados, concedida por Elizabeth anteontem.
A partir da data em que forem notificados, os acusados terão 15 dias para apresentarem defesa para a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) estadual na 3 Vara. Depois disso, Elizabeth vai decidir se acata a denúncia do MP e se mantém a indisponibilidade dos bens. Mas os advogados dos acusados disseram que vão recorrer da liminar, por entenderem que os acusados têm direito a foro privilegiado.
De acordo com a defesa dos acusados, entre eles o ex-presidente da Copel e ex-secretário da Fazenda Ingo Hubert e o doleiro Alberto Youssef, a competência para julgar o caso Copel-Olvepar é do Tribunal de Justiça (TJ). O assunto deve ser decidido na sessão do Órgão Especial do TJ do dia 29.
O MP acusa Hubert, Youssef e outras seis pessoas de lesarem o Estado no processo de compra de créditos tributários da empresa Olvepar pela Copel em dezembro de 2002. O MP quer a devolução de cerca de R$ 106 milhões ao Estado e a responsabilidade criminal dos acusados. O juiz da 2Vara Criminal, Sérgio Rolanski, reconheceu o foro privilegiado e remeteu a ação criminal para o TJ. O MP tem até o dia 17 para recorrer dessa decisão.

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