Maurício Borges

Arquivo folhaGiacóia, o novo procurador: posse prevista para 13 de abrilO delegado de Ivaiporã, Aparecido Antônio Gregório, marcou para amanhã o depoimento de três pessoas que, supostamente, seriam autores dos atentados ao padre Eugênio Cereja, de Arapuã - 140 km ao sul de Apucarana. O padre alega que os atentados estão ligados às suas denúncias de que o mandante do assassinato do ex-prefeito Hélio Mathias continua impune na cidade.
Depois da missa celebrada em memória ao 10º mês da morte do ex-prefeito, no dia 17 de fevereiro, o clima ficou bastante tenso em Arapuã. Na missa o padre Eugênio Cereja acusou indiretamente o atual prefeito José Tarugueiro - que assumiu com a morte de Mathias -, de ser o mandante do crime. A acusação teve resposta imediata de Tarugueiro, que está processando Cereja criminalmente.
Depois da denúncia do pároco, que cobrou providências das autoridades para que o crime não fique impune, ele sustenta que passou a ser alvo de atentados. Os desdobramentos do caso levaram para Arapuã até o Grupo Tigre que, na semana passada promoveu uma operação de desarmamento da população da cidade, de pouco mais de 4 mil habitantes.
No ‘‘arrastão’’, determinado pelo diretor da Polícia Civil do Paraná, Adir Proença, foram revistadas todas pessoas que estavam transitando pelas ruas, ou frequentando bares, lanchonetes e outros estabelecimentos comerciais. Para a polícia, a operação foi importante para coibir atos de violência. Além das três pessoas que serão ouvidas amanhã, no inquérito instaurado para apurar os atentados, o delegado Gregório já colheu depoimento do padre Eugênio cereja e de outras pessoas da comunidade.

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