Acusados de corrupção tentam voltar ao poder
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domingo, 09 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
A montagem de chapas ''familiares'' será a grande arma de algumas dinastias políticas do País para recuperar ou preservar seu poder nas eleições do próximo ano. Políticos acusados de corrupção como o ex-presidente Fernando Collor (PRTB) e os ex-presidentes do Senado Antônio Carlos Magalhães (PFL) e Jader Barbalho (PMDB) querem retornar à vida pública.
Collor é neto do ex-ministro Lindolfo Collor, integrante do governo de Getúlio Vargas, e filho do ex-senador Arnon Affonso de Mello. Após ficar oito anos impedido de exercer seus direitos políticos, Collor faz campanha para o Senado, e não descarta o governo de Alagoas. Ele estará acompanhado do filho mais velho, Arnon Affonso Neto, de 25 anos, candidato a deputado federal.
ACM também quer dar a volta por cima. Primeiro membro do clã a exercer mandato, ele acabou levando o irmão, Ângelo, e depois o filho, Luiz Eduardo, para a política. Ângelo foi deputado federal até 98. Luiz Eduardo ganhou luz própria a ponto de ser presidente da Câmara e potencial candidato do PFL à Presidência. A carreira precoce foi interrompida em 1998, quando Luiz Eduardo morreu por causa de um enfarte.
Abalado com a morte do filho, ACM sofreu outro duro golpe, no início deste ano, quando foi envolvido no episódio da violação do painel eletrônico do Senado. Para não perder os direitos políticos, renunciou ao mandato.
Jader também pretende voltar ao Senado ou ao governo do Pará no próximo ano, mas já pensa nas eleições seguintes. Seu filho, Helder Barbalho, de 21 anos, vereador e dirigente de um clube de Ananindeua, na Grande Belém, deve concorrer à prefeitura do município em 2004. Assim como ACM, Jader foi obrigado a renunciar ao mandato para não ser cassado.


