Acusados confirmam terem pago para evitar a prisão
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terça-feira, 12 de março de 2002
Evandro Fadel<br>Agência Estado 
Curitiba - A Secretaria da Segurança Pública do Paraná admitiu ontem que Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro, e Elcyd Oliveira Filho, o John, acusados de participação no sequestro com morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), subornaram quatro ou cinco pessoas em Maringá, para não serem detidos. Vamos saber se são policiais em pouco tempo, garantiu o diretor da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, que hoje esteve em São Paulo ouvindo testemunhas.
Segundo ele, pessoas ainda não identificadas apresentaram-se como policiais em uma viatura policial e detiveram os dois em uma casa, também não localizada. Na negociação para que não fossem presos, Monstro e John teriam oferecido imediatamente dois carros - Monza e Kadet - e uma Ranger que seria entregue mais tarde. Como os dois primeiros carros estavam em situação irregular, foram trocados por uma casa no valor de R$ 17 mil e por mais R$ 10 mil em dinheiro.
De acordo com o corregedor da Polícia do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, que acompanhou Ribeiro a São Paulo, um advogado conhecido em Maringá, cujo nome não foi revelado, foi chamado para servir como testemunha. O carro e a casa teriam sido colocados em nome dele. O advogado deve ser chamado hoje para depor na sindicância aberta na cidade.
Há indícios, mas não provas de que policiais participaram da ação, disse o diretor da polícia. Se forem policiais, o processo será rápido, garantiu. Eles serão demitidos e presos.


