Acusados afirmam que relatório é exagerado
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quarta-feira, 16 de maio de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
O senador Antonio Carlos Magalhães classificou de faccioso o relatório apresentado pelo senador Roberto Saturnino Braga à Comissão de Ética. O relatório foi faccioso, político e exorbitou, na medida em que apontou a punição máxima (a cassação) numa fase ainda de investigação, disse ACM, ao apontar o que considerou como incoerências no parecer.
Braga, na opinião de ACM, foi mais longe, parcialmente longe, ao propor a cassação do mandato dele pelo suposto envolvimento na violação do painel eletrônico do Senado. Segundo ele, o relator, ao mesmo tempo em que afirmou que a verdade está para ser desvendada , opinou pela cassação do mandato dele.
Outra incoerência, segundo o ex-presidente do Senado, pode ser observada ao se analisar os elogios de Braga aos memoriais de defesa apresentados pelos dois senadores. Mas o senador não leu e não colocou uma só palavra sobre a defesa no seu relatório, acrescentou.
Para ACM, Braga, ao elaborar a exposição à Comissão de Ética do Senado, abandonou as questões jurídicas e fez um relatório político para a opinião pública. ACM disse que os seus partidários na Comissão de Ética apresentarão um voto em separado, que será elaborado tomando como base os pontos jurídicos e o Direito.É preciso fazer-se uma análise equilibrada do caso, disse, destacando que não vai renunciar ao mandato para preservar seus direitos políticos ao contrário do que declarou de manhã a uma emissora de tevê.
Já o senador Arruda disse que foi desagradavelmente surpreendido com a decisão do relator do Conselho de Ética. Na sua opinião, Braga sofreu pressões políticas para pedir a pena máxima. Eu prefiro, sinceramente, o relator de ontem, que se declarou sensibilizado com a minha defesa, do que o de hoje, depois de sofrer pressões políticas. Acho que o relatório é exagerado.
O senador disse acreditar que, ainda no plenário do Conselho de Ética, que se reunirá no dia 23 para votar o relatório, a tendência de cassação possa ser mudada. Arruda destacou que tem consciência de que não cometeu quebra de decoro. Ele acrescentou que, assim como ACM, não pretende renunciar ao cargo. Não considero essa hipótese.


