Acusado por assassinatos em Mariluz será julgado amanhã
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2002
Vânia MoreiraEquipe da Folha 
Umuarama - O ex-secretário de Ação Social da Prefeitura de Mariluz Élcio Farias será julgado amanhã em Cruzeiro do Oeste. Ele é acusado de participar do assassinato do vice-prefeito de Mariluz, Aires Domingues, e do presidente local do PPS, Carlos Alberto de Souza, o Carlinhos Gordo. O julgamento ocorrerá exatamente um ano após o crime - 28 de fevereiro de 2001. Os dois políticos teriam sido mortos a mando do então prefeito, o padre Adelino Gonçalves (PMDB). Padre Adelino ficou cinco meses preso em Curitiba. Foi libertado dia 14 de setembro, oito dias depois de ter seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores.
Élcio Farias é acusado de ter ajudado a comprar o Monza utilizado no crime e de ter levado o carro para o ex-policial militar José Lucas Gomes, de Corumbataí do Sul. Preso em Umuarama, Gomes é o autor confesso dos tiros que mataram Aires Domingos e Carlinhos Gordo. O ex-secretário será o primeiro a ser julgado. Gomes e o ex-chefe da divisão de compras da Prefeitura de Mariluz, Alexsandro do Nascimento, também acusado de ajudar na compra do carro, também podem ser julgados este ano. Farias confessou sua participação no crime e apontou Padre Adelino como mandante. Farias está preso em Cruzeiro do Oeste e Nascimento em Cianorte.
Segundo o promotor Maximiliano Ribeiro Deliberador, Padre Adelino, Farias e Nascimento respondem apenas pelo assassinato do presidente do PPS. Pelas provas colhidas, eles planejaram matar Carlinhos Gordo. Gomes é que teria decidido matar também o vice-prefeito porque ele estava com Carlinhos no escritório. Neste caso, apenas Gomes responde pelos dois homicídios, explicou. Élcio Farias pode pegar de 12 a 30 anos de cadeia.
Padre Adelino teria encomendado a morte de Carlinhos Gordo porque o presidente do PPS estaria levantando denúncias de assédio sexual contra o prefeito. O padre nega todas as acusações.


