Acusado nega proposta, mas não dá explicações
O ex-senador João França, acusado de tentar subornar o senador Osmar Dias (PSDB) é um ex-pedreiro. Ele ganhou o mandato de senador porque era suplente de Hélio Campos, titular que morreu seis meses após ter sido eleito. Ele negou a tentativa de suborno, mas não quis dar muitas explicações à imprensa.
Em sua casa, que continua sendo o apartamento funcional do Senado, informaram que ele estava procurando Dias para tentar esclarecer o episódio. França disse apenas que não trabalha para entidade de juízes classistas e que, quando senador, combateu sua extinção porque eles defendem os trabalhadores.
O presidente da Associação Nacional dos Juízes Classistas da Justiça do Trabalho, Ramon Touron, negou que a entidade tenha oferecido propina a senadores em troca de voto contrário à emenda. Fiquei estupefato. Não autorizamos ninguém a falar em nome dos classistas.
Touron admitiu lobby no Congresso, mas disse que o trabalho da entidade limita-se à tentativa de convencimento dos parlamentares sobre a necessidade de manter os cargos dos classistas.
França era um senador inexpressivo, conhecido pelo gosto por automóveis luxuosos (teve duas Mercedes, quando senador). No Senado, seguia as orientações do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). (Agência Folha)





