Acusado diz à CPI que policial trocou fuga por terreno
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
De Curitiba 
Os deputados estaduais que integram a CPI do Narcotráfico começaram ontem a ouvir depoimentos de duas pessoas presas e de uma policial civil que supostamente estão envolvidas num esquema de facilitação de fugas dos distritos policiais de Curitiba. Até às 21 horas os deputados Algaci Túlio (PTB) e Ricardo Chab (PTB), presidente e relator da CPI, respectivamente, não haviam terminado de ouvir as declarações do ex-informante da polícia civil Adão Silva (preso por tráfico de drogas), da mulher dele, Ivoneide de Paula Castro e Silva (que teria pago a fuga do marido) e da investigadora Gessila Rosenice Wagner de Oliveira.
Adão acusou Gessila de lhe pedir a posse de três terrenos (em Guaratuba) que pertenceriam a ele, e mais R$ 3 mil de cada um de seus companheiros de cela do 13º Distrito Policial (Macarrão e Negão) para que todos pudessem fugir. Adão, que fugiu na noite do dia 27 de maio junto com os dois e outros seis detentos, disse que Gessila ligou para a mulher dele pedindo que Ivoneide fosse até a delegacia para negociar a fuga. Ivoneide está presa há 81 dias. Nervosa, ela contou aos deputados que não sabe por que está detida. A policial negou qualquer envolvimento com o caso, mas também não soube explicar os motivos da prisão de Ivoneide.
Como os três não haviam terminado de se explicar até às 21 horas, Chab informou que adiaria o depoimento das outras quatro pessoas que também foram convocadas para depor ontem no Plenarinho da Assembléia Legislativa. (R.B.N.)


