Curitiba - A Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, deve apresentar hoje mais um dos acusados pelo assassinato do vereador Arildo Farias de Oliveira (PSL), de Tijucas do Sul, também região metropolitana. Reginaldo Borges de Pontes, 28 anos, conhecido como ‘‘Chips’’, negou que o filho do vereador, Arilson José Farias de Oliveira, 26, tenha sido o mandante do crime. Ele disse que foi comprar alguns cavalos do vereador e um desentendimento acabou gerando o tiroteio, no qual Oliveira foi atingido por quatro tiros.
O delegado José Roberto Jordão iria interrogar Pontes ontem no final da tarde, para ter mais detalhes que serão divulgados hoje. Mas, segundo ele, o acusado já havia afirmado que o primeiro a sacar o revólver foi Gesie Carvalho, 21, conhecido como ‘‘Pingo’’, que o acompanhava na ocasião. Depois de levar um tiro de Carvalho, o vereador também teria sacado um revólver. Pontes teria tomado sua arma e revidado.
Gesie Carvalho foi preso no mês passado e acusou o filho do vereador de ser o mandante do crime. Ele alegou que não tinha conhecimento do motivo do assassinato. ‘‘Não me disseram nada. Soube apenas que ele queria matar o pai. Não sabia o porquê. Eu não o conhecia direito’’, disse na ocasião. Carvalho e Pontes teriam batido na porta da casa do vereador e disparado nove tiros de revólver calibre 38. Quatro deles atingiram o vereador. Eles fugiram em seguida numa moto vermelha, dada, segundo Carvalho, como pagamento do trabalho pelo filho.

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