Acusado de roubo armado chama o ministro de 'pai da Constituição'
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018
A.E. 
Em um dos casos que chegaram ao crivo de Gilmar Mendes, o autor - que tem antecedentes criminais e é acusado de roubo armado - chama o ministro de "pai da Constituição" e afirma que Gilmar já concedeu "mais de 37 habeas corpus em casos de prisões preventivas genéricas". O autor já teve o pedido de liberdade negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e pelo relator da ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao apresentar o pedido de liberdade, a defesa de outro acusado afirma que a situação do cliente é "ainda mais grave" que a do ex-governador Beto Richa (PSDB). Acusado de fraudar licitações, ele afirma que só foi preso preventivamente devido à proibição das conduções coercitivas pelo STF. Neste caso, não há registro de que antes de acionar o STF, tenha sido apresentado recurso ao STJ.
Entre os investigados que esperam uma decisão favorável do ministro Gilmar Mendes está Luiz Abi Antoun. O primo de Beto Richa teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal em Curitiba, na quarta-feira (26).
Como argumento para o pedido de concessão de HC de ofício, alega que a real intenção da decisão judicial era uma condução coercitiva com o objetivo de expor o depoente a "vexame público". Luiz Abi não foi preso, pois está no Líbano.
Já no caso do deputado federal João Rodrigues (PSD/AC), a defesa sustenta que o parlamentar "é vítima da Polícia e do Ministério Público". Também critica a decisão em que o ministro do STF Roberto Barroso determinou a execução provisória da pena, solicitando que o relator da ADPF impeça a execução de sua condenação. (A.E.)


