Acusado de fraudar licitações, prefeito de Iporã é afastado pela Justiça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de outubro de 2019
Reportagem local 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu nesta quarta-feira (2) cinco mandados de prisão preventiva e 40 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação “Cleptocracia”, que investiga atuação de organização criminosa em fraudes a licitações, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato na Prefeitura de Iporã (Noroeste). O prefeito de Iporã, Roberto da Silva (PSDB), é um dos investigados e foi afastado do cargo e proibido de frequentar a prefeitura por determinação do Tribunal de Justiça.
"Cinco pessoas foram presas, entre elas dois secretários municipais de Iporã (de Obras e de Finanças), um servidor público e outros integrantes da organização, apontados como principais colaboradores das irregularidades", disse o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti O grupo fraudava procedimentos licitatórios em benefício de empresas que estavam em nome de “laranjas” e que, na realidade, pertenciam ao prefeito e seus familiares.
MANDADOS
Foram cumpridas mandados em Iporã (22), Curitiba (1), Umuarama (4), Santa Izabel do Ivaí (1), Toledo (1), Marechal Cândido Rondon (2), Palotina (1) e Tapejara (2). As buscas ocorrem em residências, gabinetes em secretarias municipais, empresas e escritórios contábeis. A Justiça determinou a suspensão do contrato que 12 empresas investigadas mantinham com a prefeitura, proibindo-as de participarem de novas licitações ou contratações com a administração pública. A FOLHA não conseguiu contato com a defesa do prefeito afastado e demais investigados.


