Acusado de crime não faz parte da lista da polícia
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sábado, 02 de março de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Os presos Itamar Messias dos Santos, o Olho de Gato, e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho, disseram à polícia que o responsável pelo assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) foi um rapaz chamado Edson.
Edson não faz parte da lista dos identificados pela polícia como integrante da quadrilha que participou do crime, ocorrido no dia 20 de janeiro. Dos suspeitos, quatro estão presos e cinco foragidos. São eles Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro, Juscelino da Costa Barros, o Cara de Gato, Mário Sérgio Santos de Souza, o Serginho, Deividison Souza, o Alemão, e Elcyd Oliveira Brito, o John.
Os detidos, além de Itamar e Rodolfo, são Andrelisom Oliveira, o Cara Seca, e Deivid Barboza, o Sapeco. A quadrilha ficava na favela Pantanal, zona sul de São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, que prendeu os dois na tarde de sexta-feira, Itamar e Bozinho assumiram informalmente a participação no sequestro de Daniel, mas negaram envolvimento no assassinato. Os dois também disseram que não sabiam que se tratava do prefeito e que ele foi pego por acaso.
Itamar e Oliveira viajavam em um ônibus na via Dutra quando foram surpreendidos pela polícia em um restaurante em Aparecida (167 km de São Paulo). Os dois estavam com uma pistola 9 milímetros e uma submetralhadora Uzzi.
Segundo a polícia, Itamar disse que usou a mesma submetralhadora apreendida para atirar contra a Pajero em que estava o prefeito, e que colocou Daniel na Blazer e depois no porta-malas do Santana. Itamar e Bozinho disseram que entregaram o prefeito aos outros integrantes da quadrilha e que ficaram sabendo da morte depois. Análise na Pajero identificou impressões digitais de Itamar no lado externo.


