Acusado de atentado em Jardim Alegre é preso
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Maurício Borges de Apucarana 
O assistente de segurança João Batista do Prado, que responde pelo cargo de delegado de Jardim Alegre (115 km ao sul de Apucarana), tomou ontem o depoimento de Claudinei Pedro da Silva, preso no dia anterior em Curitiba. Ele assumiu a autoria do atentado praticado contra o vereador José Antônio Dutra (PSDB), mas negou que tivesse sido contratado pelo vereador Benedito de Jesus Batisteti (PDT), o Nenezão.
A tentativa de homicídio aconteceu na noite do dia 7 de janeiro, quando Dutra chegava em sua residência conduzindo uma caminhonete. O vereador foi abordado por duas pessoas ocupando uma motocicleta, que dispararam vários tiros. E, apesar de ter sido atingido no tórax, pescoço, queixo e braço esquerdo, Dutra sobreviveu.
Durante as investigações ficou evidenciada a participação de Nenezão como mandante do crime. No depoimento colhido ontem pela Polícia, Silva disse que conhece apenas pelo nome de Adilson o rapaz que o acompanhava no momento em que atirou no vereador. Ele explicou que Adilson apenas dirigiu a motocicleta.
Silva justificou os tiros disparados contra Dutra alegando que seu irmão Antônio Pedro da Silva, o Tonhão Gaúcho, havia sido ameaçado pelo vereador. Tonhão Gaúcho, acusado de ser o intermediário na contratação dos pistoleiros, continua preso em Ivaiporã.
As evidências de envolvimento de Batistet no crime já resultaram num pedido de cassação de seu mandato. O requerimento foi apresentado com assinaturas da própria vítima, além dos vereadores Nei Serenato (PSDB), Marlene Rodrigues (PPB) e Édson Beltroni (PPB).
O pedido de cassação ainda não foi colocado em pauta porque o reinício das sessões ordinárias da Câmara de Vereadores foi adiado. O presidente da Casa, vereador Claudemir Lange (PDT), informou ontem que o requerimento deve ser apreciado na primeira sessão do ano, prevista para o dia 19 deste mês.


