Acusado confirma recebimento de verba por Oscip
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
O vigésimo acusado, detido ontem, pela operação Antissepsia, confirmou o recebimento de R$ 4,5 mil, que teriam sido pagos pelo Instituto Gálatas, uma das Organizaçõs da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) - que mantêm termo de parceria com a Prefeitura de Londrina e que está sendo investigada por suspeita de fraudes. O servidor municipal Gilberto Alves de Lima, que teve a prisão temporária decretada dia 16 pela 3Vara Criminal, se apresentou ontem na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O advogado do acusado, Petrônio Cardoso, afirmou que seu cliente foi preso porque teve seu nome usado, por outro suposto envolvido Marcos Ratto, também preso durante a operação.
''O Gilberto apenas emprestou seus documentos para que fossem efetuados depósitos em seu nome. Foram três cheques no valor de R$ 1,5 mil. Os valores corresponderiam aos meses de fevereiro, março e abril'', confirmou o advogado. Cardoso não soube informar qual era o motivo para que os pagamento fossem efetuados e fez questão de ressaltar que os pagametnos eram em favor de Ratto. Segundo o advogado, Lima e Ratto mantém um relacionamento homoafetivo. A reportagem não conseguiu contato com o advogado do Instituto Gálatas, André Cunha.
Além de Lima, outro acusado foi detido ontem. O assesor jurídico da 6 Inspetoria do Tribunal de Contas do Estado, Alessandro Magno Martins, que teve o mandado de prisão expedido na última segunda-feira, se apresentou na sede do Gaeco. Alessandro é filho de Flávio Martins e sobrinho de Antônio Carlos Martins, dois contadores, que também foram presos no dia 16. Além disso Alessandro era assessor do conselheiro Hermas Brandão.
De acordo com o advogado de defesa de Alessandro, Odair Busato, o envolvido teria feito um empréstimo no valor de R$ 45 mil ao presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde. A defesa não soube informar qual a finalidade desse dinheiro.
Por meio de nota oficial, o TC comunicou a exoneração de Alessandro Martins do cargo de assessor jurídico da 6 Inspetoria de Controle Interno do tribunal.
Segundo a nota, ''informações obtidas junto ao Ministério Público apontam a comprovação da participação material do funcionário nas irregularidades. A participação, segundo as informações do MP, se deu no âmbito de atuação privada do profissional, e não no exercício de suas atribuições institucionais como funcionário do TCE''. Em função dessas informações, o conselheiro Hermas Brandão, superintendente da 6 Inspetoria, pediu a exoneração de Martins.
Balanço
A operação Antissepsia completou ontem uma semana e já atingiu a marca de 20 mandados de prisão emitidos e cumpridos. A ação, deflagrada na última terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga suspeitas de envolvimento de agentes públicos, num suposto esquema de pagamento de propina, feito por Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), que atuam na área da saúde, em Londrina. Ao todo, dos 20 detidos, 14 continuam presos. Os outros seis foram liberados, na semana passada, sob alegação de que eles teriam ''colaborado'' com as investigações. Entre os que continuam detidos está o ex-procurador jurídico do município Fidélis Canguçú, a sua esposa, Joelma Aparecida da Silva, e os conselheiros municipais de saúde, Marcos Ratto e Joel Tadeu Correa.


