Acusado afirma ser vítima de retaliação política
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2001
De Santo Antônio da Platina 
O prefeito de Abatiá, Edeval Soares Nogueira (PFL), classificou as denúncias apresentadas ontem na Câmara como um ''golpe de Estado''. Segundo ele, o vice- prefeito apresentou as denúncias porque quer assumir a administração.
Nogueira admitiu que ocorreram alguns erros, mas minimizou a importâncias das denúncias. Segundo o prefeito, os ''erros'' se referem a questões de procedimentos que não prejudicaram a administração pública. Ele alegou que está com as contas bancárias abertas para a avaliação e garantiu que não será instaurada uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara.
O prefeito disse que as ações ajuizadas pelo Ministério Público serão arquivadas e que as novas denúncias foram planejadas pela oposição para permitir que o vice-prefeito assuma o cargo. Ele garantiu que todas as denúncias foram armadas e não passam de uma retaliação política.
Ainda de acordo com Nogueira, não existem provas sobre o desvio de recursos ou sobre prejuízo ao erário público. Com relação à denúncia de falsificação de uma portaria, ele alegou que realizou somente uma correção no documento, mas que isso não caracteriza a falsificação.
O prefeito atribuiu ainda parcela dos erros ao quadro de funcionários. Segundo ele, os problemas ocorreram no início do mandato, no período em que as ações dos funcionários não estavam compatíveis com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nogueira também alegou que a Câmara não tem competência para julgar as denúncias. Segundo ele, toda a investigação teve início no Ministério Público, por isso, deve ser avaliada pela Justiça. ''Isto é traição, todas as acusações foram premeditadas'', desabafou. (B.T.)


