Acusado, Aécio brada contra vazamentos de delações
Brasília O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, recorreu à tribuna do Senado na tarde desta terça-feira, 4, e usou um discurso parecido com petistas investigados na Operação Lava Jato para reafirmar que não possui conta no exterior que tenha sido irrigada com recursos ilícitos provenientes da construtura Odebrecht. O discurso foi feito para uma plateia que contou com a participação de várias lideranças do PSDB no Senado, que se revezaram após o discurso em defesa do tucano.
"O mais importante é desmascarar a mentira. Isso seria muito simples, bastava que apresentassem o banco e a conta para que a mentira seja provada, e provada de imediato. Não fizeram isso. Insisto mais uma vez, mostrem o banco, mostrem a conta e essa farsa ficará desmascarada de forma absolutamente definitiva", ressaltou o senador da tribuna.
De acordo com reportagem da revista Veja desse fim de semana, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior afirmou em depoimento que a construtora fez depósitos para Aécio, numa conta de Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves. Conhecido como BJ, Benedicto é um dos 78 executivos da empreiteira a firmar acordo de delação premiada com a Justiça.
Durante o discurso, Aécio voltou a defender que seja retirado o sigilo das delações realizadas no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, que atualmente tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), e citou os impactos com a divulgação das informações pela revista. "Os prejuízos pessoais e políticos são incalculáveis. Diante de tudo isso, solicitei formalmente ao ministro Edson Fachin (relator da Lava Jato no STF) que investigue a origem desse pseudo vazamento criminoso..., e que me permita, por outro lado, acesso à delação premiada desse executivo", disse.
Violência
Com tom indignado, o tucano ressaltou aos presentes que a mesma "violência" poderá acontecer com outros senadores e defendeu que episódios semelhantes não sejam considerados como uma condenação prévia. "Não podemos nos transformar num País que confunda justiça com prévia condenação. O Brasil de hoje precisa de menos fogueiras e mais pontes. Menos intriga e mais diálogo, de mais responsabilidade", afirmou. (Agência Estado)





