Acusações são políticas, diz Garotinho
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Wilson Tosta Agência EstadoDo Rio de Janeiro 
O governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), afirmou ontem que as conversas que manteve, em 1995, com o hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes de Carvalho Júnior, transcritas na edição de ontem do Jornal do Brasil, não mostram nada de anormal. De acordo com a reportagem, Carvalho Júnior, numa suposta alusão à propina a ser paga a um auditor da Receita Federal, fala em 500 pratas e Garotinho parece concordar. O socialista voltou a atribuir o escândalo a pessoas supostamente interessadas em desestabilizar a candidatura dele a presidente.
A única intenção é prejudicar a minha candidatura à Presidência da República. Li a transcrição da fita. Não há nada de anormal, afirmou Garotinho. Em nenhum momento, a transcrição comprova suborno ou qualquer irregularidade, acrescentou.
A Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) investigam a empresa Garotinho Editora Gráfica, que tinha como sócios Carvalho Júnior e a primeira-dama Rosângela Matheus, a Rosinha. Em 1995, a empresa promovia sorteios, comandados por Garotinho, na televisão. Há suspeitas de que algumas premiações tenham sido fictícias; de que alguns sorteios não tenham tido autorização legal; de que o aumento de capital da empresa tenha sido forjado, e de que um auditor fiscal tenha sido subornado para permitir os concursos.
Uma liminar concedida pela juíza Daniela Ferro Affonso Rodrigues Alves, da 1ª Vara Cível, proibiu, sob pena de multa de R$ 200 mil, os réus da ação movida pelo governador Infoglobo Comunicações, jornais O Globo e Extra, Rede Globo de Televisão, Rádio Central Brasileira de Notícias (CBN), Revista Época e os jornalistas Chico Otávio e Wladimir Netto de publicar a transcrição das fitas. No despacho, a magistrada incluiu na proibição o JB e demais periódicos de grande circulação e as Redes CNT, Record e SBT. O governo estadual anunciou que entrará na Justiça pedindo que o JB seja multado.


