Acusações não têm 'fundamento'
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
A primeira-dama do município de Londrina, Ana Laura Lino Barbosa, compareceu voluntariamente a sede do Grupo de Atuação estecial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ontem no início da tarde. O nome da primeira-dama foi mencionado oficialmente em depoimento pelo ex-conselheiro de saúde e um dos acusados, Marcos Ratto, que teria relatado em depoimento que a primeira-dama seria a articuladora da contratação do Instituto Atlântico, uma das Oscips investigadas pelo Ministério Público. A possível participação de Ana Laura, no suposto esquema, já era um fato que corria nos bastidoes da operação Antissepsia, porém apenas de forma especulativa.
De acordo com o advogado da primeira-dama, Luiz Carlos Mendes, ela teria comparecido para prestar esclarecimentos, mas como não havia sido convocada oficialmente, o depoimento não foi colhido. A promotoria alegou ''falta de agenda para uma oitiva'' de Ana Laura. ''A gente não tinha a menor ideia de que ela vinha. Mas é surpreendente uma pessoa referida (nas investigações) vir aqui se antecipar?'', questiona o coordenador do Gaeco, promotor Claudio Esteves.
O advogado disse que as acusações de Ratto, contra a primera-dama são um ''absurdo'', além de ''sem fundamento concreto''. Mendes chegou a insinuar que o comparecimento de Ana Laura ao Gaeco, poderia excluir a possiblidade de uma prisão temporária. Porém Esteves disse que esse fato não exclui ''quaisquer outras medidas que possam vir a ser tomadas pelo MP''.
Segundo o advogado, a primeira-dama colocou todos os seus sigilos à disposição. ''Para que qualquer espécie de investigação possa prosseguir de forma adequada.''
O MP adiantou que pretende agendar um depoimento oficial de Ana Laura, contudo, não informou quando seria.
O diretor do Instituto Gálatas, Silvio Luz Rodrigues Alves, - solto esta semana - voltou ao Gaeco, também na tarde de ontem, e confirmou que o nome da primeira-dama era citado em ''certas ocasiões''. As referência teriam partido do presidente da outra Oscip envolvida - Instituto Atântico - Bruno Valverde. O advogado de Rodrigues, André Cunha disse que o Intituto Gálatas não tinha ligações com Ana Laura, mas que o nome dela foi citado no depoimento do seu cliente. ''Ele confirma que o nome dela era dito e havia informações de que havia uma interferência dela. O meu cliente diz que o Bruno tinha um contato próximo a ela (Ana Laura), e que muitas vezes, assuntos de interesse do Intituto Atlântico, eram conversados diretamente com ela.''


