ACUSAÇÃO
Decoro: Naya feriu o decoro parlamentar devido à prática, que confessou, de irregularidades em reunião com vereadores em Três Pontas (MG), em outubro de 97.
Palace 2: Naya deverá ser indiciado em inquérito policial como um dos responsáveis pelo desabamento do Palace 2, que causou a morte de moradores e a implosão do prédio.
Contratos com o governo: O deputado feriu o artigo 54 da Constituição, que proíbe parlamentares de serem donos de empresas que mantenham contratos com o governo.
Contrabando: A Polícia Federal investiga suposto contrabando de aparelhos médicos por Naya. Em Três Pontas (MG), ele disse que tinha facilidade de importar esses aparelhos.
Falsificação: Na reunião, Naya afirmou ter falsificado a assinatura de um governador de Minas Gerais, sem revelar o nome, para transferir uma draga para Três Pontas
DEFESA
Decoro: Naya não estava na Câmara nem em missão oficial quando alardeou ter cometido irregularidades a favor de Três Pontas. Por isso, não pode ser punido.
Palace 2: ‘‘Não fui o responsável técnico, não conduzi a obra’’, diz Naya. Desde 1987, ele afirma que está afastado da responsabilidade técnica da empresa.
Contratos com o governo: O deputado nunca assinou contrato com o governo. A acusação não cita nenhum caso específico sobre contratos das empresas do deputado com o governo.
Contrabando: Um aparelho de hemodiálise foi importado legalmente e outros seis foram comprados em leilão promovido no Rio. Há cópias das notas fiscais.
Falsificação: Jamais houve crimes de falsificação de documento e de falsidade ideológica. As declarações foram pronunciadas em tom de brincadeira’’

mockup