Haia A ‘‘limpeza étnica’’ realizada em várias cidades da Bósnia-Herzegovina entre 1992 e 1995 não teria sido possível sem a ‘‘cumplicidade criminosa’’ das forças sérvias de Slobodan Milosevic, avaliaram ontem os promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.
Neste segundo dia de julgamento contra o ex-governante, a promotoria lembrou o ataque sérvio a Sarajevo, que durou 44 meses, e ofereceu imagens próprias de ‘‘um inferno medieval’’, assim como dos massacres cometidos nas cidades bósnias de Srebrenica, Visegrad, Bijeljina e Zvornik, entre outras.
Os sérvios da Bósnia, minoria nessas cidades, nunca poderiam sozinhos tomar o controle dessas regiões de maioria muçulmana sem o ‘‘apoio externo’’ do exército iugoslavo (JNA) e das forças paramilitares sérvias, garantiu Geoffrey Nice, promotor adjunto do TPI. ‘‘Não há desculpas. Isto revela uma clara cumplicidade criminosa de Milosevic’’, garantiu Nice. O apoio oferecido por Milosevic aos sérvios da Bósnia tinha como objetivo ampliar as fronteiras e criar um Grande Sérvia.
Filha o defendeA filha de Slobodan Milosevic, Marija, afirmou que seu pai, julgado por crimes de guerra e genocídio pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, é inocente, informou ontem o jornal Nacional.
Marija, 36 anos, indicou não ter pedido visto para assistir ao julgamento de seu pai em Haia.

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