Acúmulo de cargos é comum, lembra Barbosa
Apesar de considerar que a nomeação de Cristiane para o conselho da Sercomtel não representa irregularidade, Barbosa Neto afirmou que vai consultar a procuradoria jurídica da prefeitura sobre o tema. Segundo o prefeito, o MP deveria recomendar também ao governo estadual que exonerasse secretários que ocupam conselhos nas estatais. ''Qual o crime que há nisso se ministros são membros de conselhos da Petrobras e da Anatel e chegam a receber até R$ 50 mil nesses cargos?'', comparou.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, marido de Cristiane, também criticou a recomendação do MP, argumentando que o acúmulo de cargos não é novidade. ''Durante três anos de administração, secretários e comissionados foram nomeados como conselheiros, tudo colocado no site de transparência da prefeitura. E, quando a Cristiane assume o cargo, acontece isso, é complicado.''
Na estrutura do Executivo estadual, secretários estaduais estão nomeados em conselhos da Sanepar e da Copel, por exemplo. Na Sanepar, o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, é membro do Conselho de Administração. A remuneração dos conselheiros é de até R$ 5.839,60 por mês, proporcionais às participações nas reuniões mensais. Caso um conselheiro falte a uma reunião, é feito o desconto proporcional. A média têm sido de duas a três reuniões por mês por conta do volume de trabalho.
Já na Copel faz parte do Conselho de Administração o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Pepe Richa, e o secretário de Planejamento da Prefeitura de Curitiba, Carlos Homero Giacomini. Tanto na Sanepar quanto na Copel, o secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Sebastiani, faz parte do Conselho Fiscal. A Copel não informou a remuneração paga aos conselheiros. (E.F. e Luciana Cristo)





