O vereador Paulo Santis (PTB), que responde a uma Comissão Processante na Câmara Municipal de Rolândia, renunciou ao mandato na última segunda-feira. Reeleito para a legislatura 2009/2012, ele também corre o risco de não assumir o cargo se for condenado pelo plenário. Santis foi acusado de incompatibilidade de horário entre a função que exerce na secretaria Municipal de Educação e as atividades parlamentares.
  Como membro da Comissão de Legislação, Redação e Justiça, se reunia duas tardes por semana na Câmara - mesmo período em que deveria prestar expediente no município. Segundo a assessoria do Legislativo, ele não registrava faltas na Câmara, mas há suspeita de que batia o ponto na prefeitura quando ia para a Comissão de Justiça.
  Santis não foi localizado ontem pela FOLHA. Em nota emitida pela assseoria da Câmara, ele se declarou magoado e disparou contra os colegas. ‘‘São denúncias infundadas. Já presenciei coisas gravíssimas nesta Câmara e no Executivo e nada foi feito. Agora, por coisas tão pequenas, foi aberta a Comissão processante’’, disse.
  O presidente da Comissão, José Rubens Massuci (PSDB), disse dispor de indícios de que Santis recebia hora extra da prefeitura enquanto prestava expediente na Câmara. Além disso, ele teria feito diversas viagens oficiais pelo Legislativo sem registrar faltas no município. ‘‘Em caso de condenação, ele pode perder os direitos políticos e ser obrigado a restitutir os valores’’, disse.
  A CP tem prazo até o final de dezembro para finalizar seu relatório. O substituto de Santis na Câmara é o advogado Luís Armacollo - o ‘‘Ticão’’ (PMDB).

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