Acuado, Arruda dá R$ 248 milhões a servidores
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Lígia Formenti<br> Agência Estado 
Brasília - Alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pressionado por manifestações públicas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), resolveu abrir o cofre para tentar esvaziar o movimento pró-impeachment. Depois de quase 15 dias evitando atividades públicas, ele anunciou hoje duas medidas para agradar a funcionários públicos e militares do DF, no valor de R$ 248 milhões.
Arruda antecipou para sexta-feira o pagamento do salário de dezembro para todos os 45 mil servidores do Distrito Federal - entre ativos e inativos da administração direta, indireta, fundações, autarquias e empresas públicas. Tradicionalmente, o pagamento é feito no último dia útil do mês.
Além da antecipação da folha, no valor de R$ 193 milhões, ele decidiu pagar a gratificação por risco de vida a bombeiros e policiais militares numa só parcela, incluindo os atrasados, no valor de R$ 55 milhões. A liberação dos recursos deve ocorrer ainda esta semana. Nos últimos dias, Brasília virou palco de carreatas e passeatas, engrossada por servidores públicos do DF.
Para evitar perguntas, as bondades foram anunciadas em uma nota, depois da primeira reunião de Arruda com seu novo secretariado. A intenção é fazer de tudo para tentar mostrar que o trabalho continua, apesar do escândalo do chamado mensalão do DEM, que veio à tona com a Operação Caixa de Pandora, e de uma equipe de governo desmantelada.
Dezessete de seus 26 secretários deixaram os cargos e tiveram de ser substituídos. Parte deles foi desligada por denúncias de envolvimento direto no esquema de propina, comandado, segundo entendimento do Ministério Público Federal, pelo próprio Arruda. O restante, saiu a pedido de seus partidos, para evitar maior desgaste político.
Afora liberar recursos para reduzir o descontentamento, Arruda, em nota, listou indicadores para tentar mostrar a eficiência de sua equipe - apesar das denúncias de propina para abastecer o caixa 2 do governador e aliados.


