Agência Estado
O Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul) pretende avançar ao mesmo tempo na busca de um acordo com a União Européia (UE) e na formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), segundo o presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Não gostaríamos de terminar as negociações com um bloco sem ter chegado a uma definição sobre o outro’’, disse o presidente, ontem, ao comentar, numa entrevista, a reunião dos governantes do Mercosul e Chile e do bloco europeu.
Há apenas duas datas de referência, por enquanto, para as conversações com a UE. A primeira é novembro, quando se começará a definir o formato das discussões. Os diplomatas deverão encontrar-se em Bruxelas para abrir o debate sobre estrutura, metodologia e calendário das negociações. Haverá reuniões dos Conselhos de Cooperação previsto no Acordo Quadro Inter-regional Mercosul-UE, assinado em dezembro de 1995, e Conjunto, definido no Acordo Quadro, firmado em junho de 1996 pelo Chile e pelos europeus.
A outra data é 1º de julho de 2001. A Comissão Européia só tem mandato para negociar tarifas a partir desse dia. Fernando Henrique apresentou à imprensa uma interpretação otimista desse dado. Segundo ele, 1º de julho de 2001 foi considerado, no encontro do Rio, um ‘‘limite final’’, quando se deverá ter começado ou estar iniciando as negociações de tarifas. Para o exame das barreiras não-tarifárias, acrescentou, nem haverá limite.
Segundo Fernando Henrique, haverá, de fato, uma antecipação dos trabalhos por causa da reunião marcada para novembro. Mas esse encontro será destinado ao debate de questões preliminares.

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