Acordos são mais fáceis, avalia professor da PUC
Para o professor de Ciências Políticas e Econômicas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, Carlos Magno Andrioli Bittencourt, um dos fatores que ajudam a explicar os dados apontados pela reportagem é a maior facilidade que existe, em cidades de pequeno porte, para convencer políticos a trocarem de partido.
''São feitos acordos e trocas de favores. Como o número de vereadores é menor, o Executivo tem que convencê-los a mudar de partido para garantir que seus projetos sejam aprovados'', relaciona. O professor observa ainda que muitos desses legisladores são pessoas humildes, escolhidas por serem conhecidas e terem simpatia nas cidades, que desconhecem as consequências legais da infidelidade partidária.
Bittencourt acredita que a tendência, diante da ofensiva da Justiça contra os infiéis, é que o diálogo entre o Legislativo e o Executivo aumente. ''Como os vereadores vão pensar duas vezes antes de mudar de partido, o prefeito terá que mandar projetos mais voltados à população se quiser vê-los aprovados'', diz. ''Mas a infidelidade só vai acabar com a conscientização, começando pelos eleitores.'' (V.N.)





