Acordo prevê cassação de Pascoal dentro de 10 dias
Agência Estado
De Brasília
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende levar o pedido de cassação do deputado Hildebrando Pascoal (PFL-AC) para votação no plenário dentro de 10 dias. Um acordo que começou a ser costurado ontem na Câmara prevê a cassação após cinco sessões da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Temer acredita que há elementos suficientes para a cassação de Pascoal, acusado de comandar o tráfico de drogas e o esquadrão da morte no Estado. Segundo Temer, tudo indica que as provas são suficientes para cassar o deputado. A Mesa da Câmara deve aprovar hoje, às 10h30, o parecer do corregedor-geral, Severino Cavalcanti (PPB-PE), que decidiu pela cassação de Pascoal. A reunião seria realizada ontem mas foi adiada, devido às votações.
Cavalcanti afirmou que Pascoal fez afirmações gravíssimas ao dizer que todos os parlamentares são iguais a ele e sugerir que se utilizariam de artifícios ilegais para se eleger. Nunca vi nenhum parlamentar dar bilhetes para proteger traficantes, disse Cavalcanti. Mais grave ainda, disse o corregedor-geral, é que Pascoal afirmou no mesmo depoimento à CCJ que faria tudo de novo.
Parlamentares da CPI do Narcotráfico estavam negociando ontem à noite um acordo com o ministro da Justiça, José Carlos Dias, e o secretário dos Direitos Humanos, José Gregori. O acordo prevê a libertação do traficante Waltemir Gonçalves de Oliveira, o Palito, com base na Lei de Proteção de Testemunhas, em troca de uma fita de vídeo que ele diz possuir, onde Pascoal apareceria matando Agilson Firmino, o Baiano. Se a fita for verídica, a CPI do Narcotráfico vai pedir a prisão de Pascoal.
Os parlamentares da CPI do Narcotráfico foram ontem à Mesa entregar as cópias de todos os depoimentos de testemunhas que confirmam a ligação de Pascoal com o tráfico e o esquadrão da morte.





