Acordo PDT-PMDB só em 2002, diz Alvaro
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sexta-feira, 12 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O senador Alvaro Dias (PDT) disse ontem, em Cascavel, que um possível entendimento com o PMDB nas eleições estaduais, com objetivo de derrotar o candidato do governador Jaime Lerner (PFL), só poderá ocorrer no ano que vem. Tanto ele quanto o senador Roberto Requião (PMDB) sonham em voltar ao Palácio Iguaçu. Alvaro admitiu, porém, que as negociações já estão ocorrendo. ''As conversações existem também com outros partidos, como o PT. Mas isso não se resolve facilmente porque partido grande não joga a toalha antes da hora'', avaliou.
Alvaro e seu irmão, o senador Osmar Dias (PDT), estiveram ontem participando do encontro regional do partido, realizado na sede da Associação dos Servidores Públicos de Cascavel (Asservel). Durante o encontro, os senadores aproveitaram para agradecer a recepção que tiveram dos militantes pedetistas. Os irmãos, ex-tucanos, ingressaram no PDT no final de setembro.
Em seus discursos, os irmãos fizeram críticas ao atual governo do Estado. Para Alvaro, este é um momento de muita responsabilidade para todos os que atuam no setor político porque o ''Paraná atravessa um momento de crise e necessita de um novo projeto de desenvolvimento econômico e social para voltar a ser um Estado organizado e espelho para todos outros do país''.
Sobre o processo de privatização da Copel, Alvaro ressaltou que assumiu um compromisso registrado no Cartório de Títulos e Documentos de revertê-lo, caso realmente seja concretizado. Ele afirma ter encaminhado uma carta a todas as empresas que se candidataram a assumir a companhia. ''Estamos avisando que o possível vencedor irá enfrentar uma longa batalha judicial. Talvez por isso algumas já desistiram'', frisou.
Já Osmar Dias, que deverá se candidatar à reeleição no Senado, criticou a falta de políticas agrárias do Governo do Paraná. Ele declarou estar preocupado com a situação dos agricultores, principalmente os pequenos que dependem de subsídios para plantar e garantir o sustento de suas famílias. ''O atual governo do Paraná é adversário da agricultura.''
O senador completou que a falta de incentivos à agricultura tem causado o aumento do êxodo rural e o agravamento dos problemas sociais nas grandes cidades, que não possuem estrutura suficiente para recebê-los. Segundo Osmar, uma família no campo custa três vezes menos para o Estado que uma na cidade. ''Não é por acaso que temos mais de 2 milhões de paranaenses que vivem com recursos inferiores a oitenta reais'', disse.
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, ressaltou a importância do PDT contar com a presença dos dois senadores que fazem parte do ''mais alto escalão da política brasileira''. Ele acrescentou que o encontro regional serviu para os líderes do partido na região Oeste conheceram as propostas dos irmãos Dias.


