Curitiba - Um acordo entre os líderes da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deve colocar o projeto de lei antifumo em votação no plenário amanhã. Na semana passada, o líder da base aliada, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), cobrou a votação da matéria. A discussão sobre o assunto vem desde o início de junho.
Quatro representantes de entidades e o presidente da Câmara de Rio Negro, Gari Vinício (PSDB), usaram a tribuna da Casa ontem para falar sobre o projeto. Hoje está marcada a participação de outras pessoas no plenário. O objetivo é tentar amenizar o fato da Casa não ter promovido audiência pública sobre a proposta, como cobrava um grupo de parlamentares. Em função da gripe A (H1N1) todas as audiências públicas foram proibidas na AL ao longo do mês de agosto.
Além do vereador de Rio Negro, participaram ontem da discussão no plenário o vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba (Sindotel), João Jacob Mehl; o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casa Noturnas (Abrabar), Fabio Aguayo; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fumo de Rio Negro, Valdemar Wielewski, e o diretor de Assuntos Técnicos da Associação Brasileira de Turismo, Gastronomia e Hospedagem, Rodolfo Soares.
Todos eles defenderam um espaço reservado - o ''fumódromo'' - nos estabelecimentos para os fumantes. ''Empresários já investiram, e muito, na construção dos fumódromos. Em São Paulo, as pessoas estão saindo para fumar na rua e a gente deveria dar conforto e segurança para os nossos clientes'', disse Aguayo. Pelo projeto que está em discussão fica proibido o consumo do fumo em qualquer espaço coletivo do Estado, seja público ou privado, sob pena de multa.
Os argumentos dos convidados giraram em torno da possibilidade de redução da clientela e dos empregos. O vereador de Rio Negro disse que 173 municípios do Paraná têm propriedades ligadas à produção do fumo. Hoje os convidados devem defender a aprovação da regra sem alterações. Romanelli comentou que acredita que o projeto será aprovado, sem o ''fumódromo'', com o apoio de pelo menos 35 parlamentares.

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