O repasse de valores das empresas de transporte coletivo para o Sinttrol, de mais de R$ 700 mil ao ano, sem desconto nos salários dos funcionários, foi alvo de uma ação civil pública protocolada em 2007 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Londrina. Em razão do acordo ter alcance estadual, a ação foi encaminhada para julgamento em Curitiba. Em 30 de março de 2009, o MPT e o Sinttrol assinaram um acordo - pelo qual o sindicato se compromete com cláusulas para manter o repasse.
O procurador do MPT, Ricardo Bruel, disse que a preocupação foi preservar a liberdade sindical. ''Foi uma medida de cunho preventivo. Há precedentes na legislação internacional do trabalho para evitar que haja conluio entre o sindicato e as empresas'', afirmou. No acordo, o Sinttrol fica impedido de manter o repasse se as negociações salariais não resultarem em ''majoração'' salarial e de condições de trabalho. O acordo também prevê a obrigatoriedade de publicadade do acordo e obriga a destinação dos recursos para atendimento social e de saúde dos trabalhadores.
O presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, confirmou a assinatura do acordo - mas afirmou que as alterações foram estabelecidas pelo próprio sindicato. ''No acordo que vamos assinar queremos triplicar o valor do repasse para fazer plano de saúde e fundo de pensão.'' João Batista também criticou a CEI do transporte - que divulgou a vinculação financeira entre o Sinttrol e as empresas.
''A comissão está mudando o foco por que? Está sem rumo?'' De acordo com ele, se houver demora na definição do reajuste para comportar o aumento salarial da categoria, motoristas e cobradores poderão entrar em greve. ''Vamos discutir a possibilidade na assembleia já convocada para quinta da semana que vem.''

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