Brasília - Um acordo feito nos bastidores da CPI do Mensalão entre o senador Amir Lando (PMDB-RO) e as lideranças partidárias poderia garantir ainda ontem as assinaturas necessárias para a prorrogação dos trabalhos por mais um mês. Ao todo, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para apoiar o requerimento. Caso contrário, a comissão seria encerrada à meia-noite.
A liderança do PT no Senado, representada pela senadora Ana Julia Carepa (PT-PA), entregou a Lando uma lista com as assinaturas dos integrantes do partido no Congresso dando apoio à prorrogação da CPI desde que o prazo fosse de apenas 10 dias. O acordo foi fechado em 30 dias. Os técnicos da comissão iriam fazer a checagem das assinaturas que já foram colhidas nas duas Casas do Legislativo. Segundo a assessoria de imprensa da CPI, após a verificação dos nomes, os líderes iriam buscar as assinaturas que faltarem.
Caso o número de endossos fosse alcançado em tempo, o relator da CPI, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), não faria a leitura do seu relatório final. ''Precisamos saber para onde foi o grosso do dinheiro dado para o PP, PTB e PL. Só depois de descobrirmos isto poderemos dar nossos trabalhos por encerrados'', disse Lando.
Além da checagem feita pela assessoria da CPI do Mensalão, para verificar se não há duplicidade de assinaturas, na manhã de hoje as Mesas Diretoras farão a checagem para verificar a autenticidade das assinaturas.

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