Acordo agrupa processos da Lava Jato e do Banestado
A negociação entre a defesa de Alberto Youssef e os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) se estendeu por semanas, principalmente porque o londrinense já quebrou um acordo fechado dentro do Caso Banestado, em 2004. Na época ele se comprometeu a não praticar novas irregularidades e deixar de atuar no mercado de câmbio. Como Youssef voltou a ser preso na Lava Jato, a Justiça reativou os processos que estavam suspensos desde 2004. O doleiro chegou a ser condenado no dia 17 de outubro a quatro anos e quatro meses de prisão por corrupção ativa. Conforme o MPF, para conseguir um financiamento de US$ 1,5 milhão ele teria pago propina de R$ 131 mil ao operador internacional do Banestado.
Dentro das negociações para fechar a delação, a defesa do doleiro conseguiu agrupar os processos da Lava Jato e de fraude no extinto Banestado, para bater o martelo. O advogado Antonio Figueiredo Basto, afirmou ontem, antes do último depoimento de seu cliente, que os processos referentes ao extinto banco, incluindo uma das condenações, já foram suspensas, como prevê parte do acordo. O MPF já se manifestou favoravelmente à suspensão, entretanto, a assessoria da Justiça Federal do Paraná, informou que o juiz Sérgio Moro ainda não oficializou esta suspensão.
"A colaboração foi fundamental, algo central dentro da investigação da Lava Jato. Ainda é cedo para falar sobre benefícios, mas a colaboração dele foi efetiva e esperamos que isso seja definido da melhor maneira possível", completou o advogado.
Segundo Basto, a delação acabou se tornando uma estratégia viável dentro do processo. "Não tinha mais o que fazer diante das colaborações (de Paulo Roberto Costa, por exemplo), extremamente contundentes. E, então, optamos por um caminho que não gostei, não gosto, mas a delação se tornou a opção a ser seguida", ressaltou. (R.C.J.)





