Acordo adia greve do transporte até 8 de agosto
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Horas depois de a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara apresentar o relatório que pediu anulação da licitação feita em 2003, as empresas do transporte coletivo Grande Londrina e Francovig concordaram em conceder um abono emergencial de 7% aos trabalhadores do sistema, para pagamento até o dia 8 de agosto, retroativo aos meses de junho (mês da database) e julho. O acordo foi assinado entre o sindicato que representa patrões Metrolon e empregados Sinttrol na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), na reunião mediada pelo procurador do trabalho Luiz Carlos Michele Fabre. Hoje, a categoria decide, em votação feita a partir de urnas distribuídas nos locais de trabalho, se concorda ou não com a proposta.
O Sinttrol reinvindica 10% de reajuste, referentes a 4% de ganho real mais 6% da inflação acumulada em um ano. A categoria deflagrou greve na semana passada, mas a suspendeu a princípio até ontem, a pedido do MPT, a fim de que fosse estabelecido um percentual de linhas que não ficassem paralisadas. Na reunião de ontem, contudo, as empresas apresentaram índice de 6% que, respondido com um pedido de 8% feito pelo Sinttrol, queresultou na média de 7% sugerido pelo procurador.
Indagado sobre a aparente mudança nos rumos da conversa após o relatório conclusivo da CEI, o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, justificou que a proposta de suspender a greve caso a categoria concorde aconteceu porque houve uma situação nova, um fato novo, que propicia essa reflexão a mais, em referência aos 7% acordados com as empresas. Quem dará a palavra final são os trabalhadores, mas o sindicato vai defender essa proposta, uma vez que, na prática, essa suspensão da greve já ocorreu. O abono contempla motoristas (salário mensal bruto de R$ 1.366) e cobradores (R$ 845 mensais).
Já o secretário-geral do Metrolon, Gildalmo de Mendonça que até semana passada afirmava em entrevistas que, sem reajuste, seria impossível às empresas concessão de reajuste aos mais de 1.700 trabalhadores , ontem mudou o discurso, mesmo diante da posição da CEI sobre manutenação da tarifa de R$ 2. Nossa expectativa é que a CMTU apresente a planilha ao prefeito, que, até agora, só recebeu um relatório prévio da comissão que, olhando rapidamente, ele encontrou três ou quatro equívocos. Esperamos assim seriedade da tarifa da CMTU. Indagado sobre que panorama as empresas vislumbram após 8 de agosto caso o Executivo, de posse das informações da CEI, tenha dificuldades em reajustar a planilha, Mendonça resumiu: Acho que o prefeito não deve ter dificuldade nenhuma para decidir em cima da planilha da CMTU.
O procurador do Trabalho classificou o acordo de ontem como trégua provisória e retomada das negociações. Qual a maior dificuldade para chegar a um consenso? O mais difícil foi entender que tudo isso referente a reajuste salarial independe de política tarifária do município. De qualquer forma, essa solução tira essa sobrecarga do Executivo e é boa aos empregados e aos usuários do transporte; o reajuste as empresas têm de ir buscá-lo com a Prefeitura.


